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Envía as teus artigos a puntodeencontro@encontroimandinho.org


Tudo o que vocé queria saber sobre as caixas

Alexandre Banhos Campo

03/11/2011

 

TUDO O QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE O QUE SE PASSOU COM AS CAIXAS E QUE NÃO CONSEGUIA ENTENDER. EIS TUDO ESCLARECIDO

Primeira parte


1- De onde vêm as Caixas.

2- Banca versus Caixas.

3-A democracia no Estado espanhol e as caixas.

4-Quem eram as cabeças de Caixagalicia e Caixanova. A sua diversa história pessoal.

5- O crescimento das caixas galegas.

6- História do desaparecimento das caixas – antecedentes.

7-O Dueto do PM J. L. Rodríguez Zapatero e no Banco de Espanha M.A. Fernandez Ordoñez

8- O Real Decreto-lei do FROB

9- O desenho de caixas para Galiza de M.A. Fernandez Ordoñez

10-O BNG ante os desafios das caixas

11-As exigências de solvência às entidades bancárias.

12-A Chegada de José Maria Castellano

13 Quem colocou Castelhano aí, como apareceu?

14- A avaliação da entidade

15- O roubo de mais de 200 milhões feito polos velhos gestores.

16- O peso das caixas galegas no crédito na Galiza




  1. De onde vêm as caixas


As caixas de aforros ou poupança nasceram por volta de fins do século XVIII na Inglaterra e rapidamente o seu modelo se estendeu por toda a Europa. Nasceram como sistema de aforro e crédito contraposto com o dos bancos, como um modelo de banca ética pensado nos utentes e não na maximização do benefício.

A principal característica das caixas era a de nascerem para garantir o crédito às famílias e a pequena empresa – sempre localmente –.

Localmente angariavam o dinheiro e localmente emprestavam. Foram criadas por instituições públicas ou associações privadas utilizando o seu património como capital, e muitas delas partiam de Montes da Piedade existentes.


No estado espanhol as primeiras Caixas de poupança são de 1800 e pouco a pouco foram aparecendo por toda a parte. Na Galiza também nasceram no século XIX, inicialmente impulsionadas polas sociedades económicas de Amigos do País e aproveitando montes da piedade já existentes. A última das caixas de poupança galega foi a de Ponte Vedra, na II república, e que teve como o seu impulsionador principal Alexandre Bóveda, quem era na altura Secretário-Geral do Partido Galeguista.



  1. Banca versus caixas


A banca tende a maximizar o benefício com empréstimos os maiores possíveis e com a estrutura de gestão o mais pequena possível. O modelo de banca clássica na Europa teve um paradigma de sucesso, foi o modelo da Banca Rothschild, que nascida em Francoforte gerida pola família Rothschild, logo se estendeu à Inglaterra, à França, à Itália, e ao império Austro-húngaro no começo do século XIX. Maximizavam os seus ganhos com grandes operações ligadas aos Estados e às suas guerras. O período napoleónico e as luitas polo equilíbrio-desiquilíbrio continental foram fonte de ganhos ingentes, assim como a expansão colonial e da rede de caminhos de ferro, para se consolidar o sistema bancário.

As caixas nasceram, não para se expandirem, mas para garantirem o crédito local às famílias e pequenas empresas, que dificilmente eram cobertas pola banca tradicional. A sua gestão era dirigida e realizada de jeito muito económico e eficaz por gente ligada às instituições criadoras.


O sucesso das caixas de poupança foi muito importante por todo o lado, e tiveram um papel fulcral no desenvolvimento económico que se levou a cabo nos últimos 200 anos na Europa. A potência industrial alemã seria muito difícil de ser entendida sem as mais de 2000 caixas de poupança que havia nesse país; atualmente ainda ultrapassam o número de 700.


No Estado espanhol como em toda a Europa conseguiram de seguida o apoio e confiança da gente e cresceram muito mais que os bancos. Passaram todas as crises cíclicas próprias do sistema capitalista, muito mais limpamente que os bancos e sofreram muitas menos derrocadas que estes últimos. No Estado espanhol em pouco tempo passaram a representar quase um terço de todo o sistema de crédito nele existente, números quase atingidos na II república.


Após a guerra, o franquismo, com o controle das caixas, pois usufruía o controlo total das instituições, saqueou muitas delas para os seus fins. Os anos 40 do século passado foram anos duros para as caixas, mas ao chegarmos ao ano 1960 o peso das caixas no sistema bancário já se recuperara e estava perto da casa dos 30 por cento de participação no sistema bancário espanhol1.


As caixas faziam um exercício bancário muito simples, com uma rede alargada e que chegava localmente ao seu público-alvo, de jeito muito eficaz, fazendo muitos empréstimos de pequena importância e longe da atividade bancária de longo percurso centrada na maximização dos benefícios.



  1. A Democracia no Estado espanhol e as caixas e bancos


A transição política espanhola coincidiu com uma grave crise bancária, uma crise que pôs os alicerces da concentração bancária e do nascimento das grandes marcas espanholas neste campo para poderem sair a nível internacional, o que foi impulsionado polo governo de Felipe Gonzalez.


No começo dos anos 80 a crise bancária tinha custado aos contribuintes uns 1,8 bilhões de pesetas, pesetas das de aquela altura, o que era uma quantidade estarrecedora.

Muitas marcas bancárias desapareceram absorvidas – após saneamento com dinheiros públicos sob a palavra de ordem da garantia das quantidades dos depositantes –, devoradas polos crescentes pólos bancários hispanos. A isso houve que lhe somar RUMASA e todo o seu sistema de bancos que acabou necessitando quase três bilhões de pesetas em saneamentos, das de então.


O sistema de caixas de aforro ou poupança, ainda com a crise de algumas das suas entidades, ultrapassou muito aceitavelmente esse processo e até se reforçou notavelmente a sua capacidade, sem custos para o erário público, quer dizer, para os contribuintes, alcançando fatias cada vez mais importantes no sistema bancário espanhol, acabando por chegar ao número dos 57 por cento do volume de todo o sistema bancário.

O qual quer dizer que no sistema de competência estabelecido resultavam muito eficazes e ganhavam constante terreno aos bancos.


A transição significou uma cousa, a possibilidade de organizações novas – de esquerda e nacionalistas – virem a dispor de certo papel no sistema das Caixas.


Lembremos que nas caixas, como entidades não privadas, os seus conselhos de administração estavam formados pola representação das entidades fundadoras e a representação dos clientes depositantes/impositores da caixa (que eram cooptados polas entidades entre um grupo numeroso resultante dum sorteio, e a que se acabou acrescentando entidades sociais de todo o tipo da sua envolvente2.


Antes das eleições do ano 1982, onde se aguardava um triunfo do PSOE e da esquerda, assim como grande peso local dos distintos nacionalismos, a UCD realizou a primeira reforma no sistema, para garantir fusões que dificultaram o controlo de novos partidos, e de reforçamento dos gestores em vigor frente ao conselho de administração, e os gestores com mãos livres para integrarem no conselho peões afetos ao seu jeito e necessidades, para manterem o poder – os de sempre – consolidados com e polo franquismo.


A transferência da competência reguladora dos seus conselhos e obra social para as comunidades autónomas fez-se, mas isso sim, sem perder nunca o Banco de Espanha o poder fiscalizador e regulamentador no aspeto financeiro real.


Nas Comunidades Autónomas elaboraram-se leis muito ad hoc segundo as casuísticas. Na Galiza Xosé Luis Barreiro fez uma, onde se furtava o poder real a quem até então o vinha possuindo, de forma assovalhante, quer dizer, às entidades fundadoras. Agora furtava-se-lhe em grande medida, o que, aliás, ia jungida com interpretações muito particulares da norma, por quem estava empoleirado no poder económico dessas entidades.

Isso deu como resultado muitas sentenças contrárias, mas a velocidade da justiça espanhola garantiu sempre com a sua parcimónia e lentidão que os efeitos reais fossem nulos. Para quando saíam as sentenças, já estava amanhada a parafernália legal para continuarem os mesmos na nata.


Na Galiza, aproveitando as circunstâncias, empoleiraram-se no domínio absoluto das duas caixas resultantes do sistema galego duas personalidades díspares, que com os novos esquemas que do poder lhes forneceram, garantiram a sua reprodução e permanência intocável nelas. De facto, eram na realidade cousa deles.

A sediada na Crunha tocou-lhe a José Luis Mendez, a de Vigo a Júlio Fernandez Gayoso.



  1. Quem eram as cabeças de Caixagalicia e Caixanova. A sua diversa história pessoal.


Júlio Fernandez Gayoso é um home que entrara em Caixa-Vigo como contínuo e fora ascendendo todos os postos até chegar à cima. A sua ascensão na caixa fora pouco a pouco e sempre procurando rodear-se de gentes formadas na própria caixa e que desse mais importância ao trabalho que ao parecer.

Gayoso era presidente de Caixanova e até não há muito tempo ainda ia ao trabalho num seu velho Peugeot 205, era pessoa bastante mais acessível do que poderá parecer e sabia valorizar bastante bem as pessoas. Gayoso é uma pessoa de avançar pouco a pouco, fazer as cousas consolidando-as, e não gosta de aventuras, capaz de assumir riscos, sempre em chave local e com pessoas que além dos projetos lhe resultavam garantistas do sucesso. As suas despesas com o aparato de poder da Caixa eram pequenas, assim como com os trabalhadores, com salários mais baixos que em Caixagalicia.

O seu esforço com a obra social descansava também em gerentes procedentes da própria caixa. O seu diretor da obra social era um velho auxiliar administrativo que se implicara nessa atividade e que a levava a cabo de jeito muito eficaz, firme e pausado.

Com o controle da caixa foi metendo nela toda a sua parentela e a parentela dos seus amigos e dos de Caixa-Ourense e Ponte Vedra. A Caixanova era dele

Caixanova continuava a fazer funcionar magnificamente essa velha instituição do Monte da Piedade de jeito modelar, cousa que algumas caixas já abandonaram.


José Luis Méndez3 procede da escola de comércio da Crunha, e por inícios dos 80 conseguiu os apoios básicos na Crunha, tanto do PSOE como da UCD, para empoleirar-se no controlo desta entidade.

A unificação das caixas do norte da Galiza deu´he independència. Rodeou-se dum aparato de gente muito bem paga, gostosa da parafernália e da aparência, e que riam e louvavam a cada passo as ideias geniais do seu chefe. Chegar a ele era um assunto complicado, pois chóferes, guarda-costas, seguranças e demais, estavam para deixar bem marcado o território do chefe.

Ele nunca promoveria um auxiliar administrativo da entidade, ele queria alguém de renome e com boa plumagem para a sua corte na obra social. Com o controle da Caixa, nela meteu toda a sua parentela.



  1. O crescimento das caixas galegas


Mas as caixas iam razoavelmente bem. De alguma das suas grandes operações, como a da Autoestrada do Atlântico, com empréstimos de capital em dólares a 80 pesetas e que tinham que devolver valendo – após a política de Reagan – quase 200 pesetas, mais os juros, salvou-as papá Estado, isso sim, perdendo ganhos muito maiores por falta de músculo financeiro suficiente para aguentarem.


As caixas controladas deste modo afastavam-se do modelo clássico, esse não “profissional” de curto percurso, mas que tão bem funcionava por todo lado na Europa. Este novo impulsionado pelo Banco de Espanha e PP-PSOE era o novo modelo que se estendia por todo o estado.


Muitos dos gestores – amparados no Banco de Espanha – aspiravam a apoderarem-se de facto das próprias entidades como se estivéssemos aqui no mesmo processo que se deu com a queda da URSS na Rússia. Era um pasmo escuitar falar a Mendez da importância e necessidade das quotas participativas para o que sempre contava com o altifalante de o La Voz de Galicia.



O Banco de Espanha começou a mudar as regras de jogo das caixas sob a pressão da CECA e fundamentalmente de La Caixa de Estalvis de Catalunya i Balears (La Caixa) e de Caja-Madrid. Abertura fora do território – desterritorialização, competência entre caixas – com crescimento dos custos do passivo, que para elas em geral sempre foram custes muito baixos –, fusões delas facilitadas, possibilidade de expansão além das fronteiras do Estado, abertura para elas a atividades do mercado bancário para o que estavam fechadas, (o que as levara a comprar bancos e fichas bancárias para contornar essas limitações nalguma medida)...


O Banco de Espanha alcatroava a estrada para que as caixas tivessem problemas, e pouco a pouco deixassem de ser caixas. Os bancos pressionavam com muito receio contra as caixas, e sobretudo certos setores da banca estrangeira que olhavam isso como um mercado impenetrável à possibilidade de se apoderarem delas ou dalgumas, como a melhor das maneiras de entrarem no mercado espanhol.

Além disso, as caixas tinham uma grande fidelidade dos seus clientes o que as fazia ganhar fatias constantes do mercado bancário hispano.



  1. História do desaparecimento das caixas – antecedentes.


Nos anos 80 tanto nos EUA – Reagan – como no Reino Unido – Margaret Thatcher –, iniciaram o desmantelamento do sistema de caixas, - todo tem que ser para o capital e os seus bancos e banqueiros sob o comando de Wall Street e da City – pois os capitalistas estão profissionalizados para gerirem o capital por mandato do “Além"4


Noutros Estados de Europa as políticas neoliberais levaram as cousas polo mesmo caminho; isso sim, o grande consenso da Alemanha sobre o modelo germano de sucesso fez que a Alemanha continue um bastião da sua existência. É bem certo que a Alemanha não possui grandes bancos na mesma proporção que corresponderia ao volume da sua economia no sistema mundo, porém, o segredo de isso está no sucesso das suas sparkassen, muito ligadas ao sucesso económico-industrial local.



  1. O Dueto do PM J. L.Rguez. Zapatero e no Banco de Espanha M.A. Fernandez Ordoñez


A Chegada do PSOE-Zapatero ao governo, empoleirou Miguel A. Fernandez Ordoñez de governador do Banco de Espanha, um espertalhão psoecialista (psociolisto) com umas ideias sobre os mercados absolutamente thatcherianas na sua versão mais radical5.


No Banco de Espanha passou quatro anos M.A. Fernandez Ordoñez aprofundando a política que com as caixas se iniciará nos últimos e corruptos tempos do final do Felipismo, mantivera o PP acrescentada, e agora este homem queria levar ao paroxismo, junto com o seu mantra da profissionalização das caixas.

Acaso os bancos estão mais profissionalizados? Diríamos os que sabemos destas cousas... E com o mantra diriam-te: Sim, porque respondem aos acionistas... em realidade é a existência de acionistas a única justificação que em definitivo tem esse mantra (meu Deus o que temos que ouvir com esta gentalha).


Este período primeiro de Zapatero foi magnífico para gentes como J.L Mendez. Caixa-Galicia expandia-se como um gás, nunca fora tam fácilñ dispor de dinheiros para as entidades como agora, o do aforro local era cada dia mais marginal, podia apanhar dinheiro por todo o lado facilmente e entrar no prometedor negócio imobiliário na costa mediterrânica, das Canárias. Como me contava um diretivo de CaixaGalicia, “era um pasmo vê-lo quando acabava de contratar pessoas procedendo de outras entidades pagando-lhes mundos e fundos, e com custos de escritório incríveis, passeando entre os diretivos enquanto aplaudiam e riam o seu sucesso e inteligência. Que forma de construir a sede da Fundação nos Cantões... e assegurando-se em todo o caso que os custos fossem verdadeiramente desorbitados para o fim... que grande era o Mendez... e como lhe riam as graças. Isso sim, sempre bem acompanhado de bota-fumeiros e acólitos…


Caixanova fazia isso em muito menor medida, daí o seu muito melhor estado, e sobretudo tinha muita profunda ligação com o tecido das PME e famílias galegas. Mas também parecia que não podia ficar longe de tanta oportunidade, que ia dizer o Banco de Espanha? Que não sabiam aproveitar as oportunidades.


Chegada a crise bancária a maioria das caixas e bancos foram apanhados com investimentos que exigiam tecnicamente terem que fazer provisões no balanço. Com certeza que a engenharia financeira permitiu modificar um pouco a realidade, transferindo muitas das perdas e falhanços a empresas criadas ad hoc, enquanto se mantinham os ativos sem modificar nos livros e nos balanços da entidade6.


Zapatero, que em cousa económica é um desastre, e que só escuitava a esse perigo com duas pernas que é o ministro de Indústria Miguel Sebastián e ao ideólogo neoliberal Fernandez Ordoñez, que são os três, segundo as minhas fontes - se não estiverem erradas – companheiros de logia; fez e impulsionou na reforma do sistema bancário espanhol, todo o que este Angelito aldrabou.



  1. O Real Decreto Lei do FROB


Foi num dia aziago, em que o PP bateu em Zapatero de jeito brutal no Congresso, que finalmente e sem surpresa, salvo para incautos, que se validou o Real Decreto Lei do FROB polo PP-PSOE7.

Inicialmente parecia que a questão que preocupava no Banco de Espanha era um problema de dimensão, parecia que se procurava conseguir que as instituições fossem de grande dimensão como garantia para evitar falências de entidades com a crise, ainda que o aforismo anglo-saxónico que impulsionava isso não era exatamente igual, mas To big to fail (demasiado grande para o deixar cair). No projeto do FROB estava como objetivo final a pura bancarização, e além disso como em todo o processo hispânico que corra nestes tempos da TDTparty, sempre que se fala de reestruturação, aproveita-se para achegar água ao moinho que não cessa da nova recentralização. Mais vezes passou o assunto pelo Congresso e sempre o PP bourou em Zapetero e sempre lhe aprovou a bancarização.8



  1. O desenho de caixas para Galiza de M.A. Fernandez Ordoñez


O desenho para a Galiza era claro. CaixaGalicia seria incluída no pacote que ia liderar CajaMadrid e CaixaNova iria num pacote com outras caixas, das Astúrias, Santander, Estremadura, alguma de Castela, Canárias...O que em nenhum caso pensava o Banco de Espanha era que o resultado final fosse liderado da Galiza. Esse desenho de perda de poder real foi o que fez que Gayoso se tornasse a prol da solução em termos galegos, da qual tampouco gostava, e além disso duvidava de que Caixanova tivesse o músculo financeiro suficiente para integrar CaixaGalicia, com o seu grande buraco e dívidas internacionais a muito curto prazo.... mas parecia que o FROB poderia pôr os dinheiros, e ele queria seguir sendo cabeça9.


Miguel Angel Fernandez Ordoñez, além da sua irracionalidade neoliberal, tem uma especial teima –eu diria racista – com os galegos. Um amigo deputado do PSOE comentava-me ainda há pouco que o dele é um caso muito especial, pois não gosta dos galegos, não gosta de nenhum galego ou galega, seja de onde quer que ele for. Não gosta nem de Mendez nem de Gayoso, não gosta de Pepinho e não gosta de Rajói ou Feijó. A sua relação com as caixas galegas foi áspera e de maus modos com contínuos desplantes e muita desconsideração e mentiras10. O dano económico que causou nas caixas galegas foi incrível, nem o pior lobby contra delas teria alcançado tanto, mas de isso falarei depois11.



  1. O BNG ante os desafios das caixas


A UPG – sobretudo o seu ideólogo Francisco Rodriguez – no Bloco pensou que se salvaria esse problema do desenho centralizador, se na Galiza se impulsionava a unidade das caixas galegas, isso levou-os a estarem ao lado de Feijó na nova Lei de Caixas, e a não darem ouvidos a vozes da sua envolvente como as dos economistas Xavier Vence e Xosé Manuel Beiras, que em síntese lembravam o seguinte: – A cultura das duas caixas galegas era muito distinta, o que ia levar a mais problemas de integração dos inicialmente pensados. – Na economia de escala muitos dos ganhos possíveis por amortização e venda de ativos – locais e demais – iam ser muito pouco realizáveis neste momento pola situação dos mercados12. Legalmente qualquer das soluções do Banco de Espanha para as caixas cumpria ter o apoio dos Conselhos de Administração e do governo galego (competência autonómica sobre as caixas), e que a unidade ou a separação per se nem eram o problema nem a solução.


Com o que não contaram nenhum dos atores foi com a política gerada polo Banco de Espanha com uma mudança constante de normas, que fazia que o que se acordava para se adaptar a determinadas exigências, fosse mudado quando menos o esperavam os gestores das caixas.

Além disso, ainda permaneciam muitos inocentes pensando que ia haver saneamento – achega de recursos do FROB –, porém, mantendo a realidade jurídica das Caixas... A fortuna13 cegava e não deixava ver que o Zapatero e o MM.A. Fernandez Ordoñez, o que iam fazer era o mesmo que a Margaret Thatcher tinha feito nos anos 80 no Reino Unido, pois a ideologia do Angelito era a thatcheriana na sua versão radical.



  1. As exigências de solvência às entidades bancárias.


Na Europa e no Estado espanhol as exigências de core-capital14 para garantir o seu bom funcionamento eram de 5%. A crise levou a reformar o sistema de determinar esse capital, sobretudo após a experiência das provas de stress. O novo modelo conhece-se por Basileia III, e elevou o core-capital até um ratio de 7% exigível à Banca.

Aqui MAFO o angelito, com a sua desconfiança genética ante tudo o que não for privado, não lhe pareceu suficiente para as caixas esse 7 % e elevou-o a 10 por cento, unindo isso a uma campanha de (des)informação do Banco de Espanha, cujo único objetivo, visto de fora, era o de gerar desconfiança nos depositantes e clientes, – sabendo que para estas entidades a confiança é o primeiro e mais valioso ativo. Era como se se tivessem contratado uns hooligans destruidores e muito eficazes do valor confiança.


A equipa que tentava gerir a nova entidade ia cada dia de surpresa em surpresa, as dificuldades que se lhe iam pondo no caminho não faziam mais que acrescentar-se.


Para começar, o capital, que desde a fundação das caixas foi a garantia do sistema de caixas, passava agora a ter valor ZERO ABSOLUTO.

Para Miguel Angel Ordoñez a própria existência das caixas e como elas funcionaram durante douscentos anos era-lhe intelectualmente incompreensível e inalcançável para os seus neurónios, por muito que se esforçasse.


No estabelecimento do core-capital, além de reclamar esse dez por cento, que era desnecessário para os bancos, exigia-se-lhe uma qualidade, tudo cash, que era possível de contornar polos bancos mas não polas caixas. A Novacaixagalega foi obrigada a desfazer-se de alguns dos seus investimentos mais valiosos e que mais significavam para a entidade como elementos de solvência. Foi obrigada a vendê-los com perdas e perdendo ademais no processo grande valor acrescido e de futuro.

Ganhava-se core-capital limpo enfraquecendo e debilitando a caixa, de tal jeito que os 1200 milhões de euros do FROB que a Novacaixagalega necessitava na pior das situações, acabou passando a uns 2500 milhões, e à vez gerando uma constante perda de clientes e depositantes, numa tendência gerada polo demoníaco Angelito do Banco de Espanha e a sua doida política financeira.


O governo de Feijó sempre se manteve calado ante a desfeita, todavia dispondo de capacidades, estas estavam devidamente paralisadas, sabedor de que as palavras certas e as ações corretas iam ser muito mal valoradas pola clã do foro madrileno e a sua TDTparty.


Na oposição o assombro da derrota (em termos náuticos e não só isso) em que se ia, paralisava o agir de jeito sensato, reduzindo todo a proclamas absolutamente baleiras de conteúdo. Parecia que as mobilizações que foram impulsionadas da contorna Bloco, levaram finalmente justo aonde não se pensava ir, além disso com companheiros de viagem15 que aproveitaram para sugar uma respeitabilidade que não têm nem merecem.


O amigo Zapatero, o progressista Zapatero, neste campo resultou um autêntico desastre: falava uma cousa e fazia outra. Poderia o FROB capitalizar as caixas e manter a sua permanência e características e até recortando a sua expansão aloucada, fazendo assim que fossem caixas verdadeiras. Aí não havia nenhuma recomendação da Europa. Mas o que se fez do governo pelo dueto Zapatero-Ordoñez, foi uma expropriação de capital público às entidades e depositantes que eram os seus proprietários, dum jeito que em linguagem clara significa um ROUBO, e tudo para garantir que 0,1% por cento da população acabe controlando tudo.



  1. A Chegada de José Maria Castellano


Não vou falar das qualidades ou dos méritos de Castellano nem do seu sucesso gerencial; nem de como acabou o relacionamento com o senhor Amâncio Ortega – Inditex –, nem do seu peculiar e jeitoso modo de se incorporar à Universidade da Crunha com intervenção de Fraga incluída, ainda que isso serviria para encher uma capa de EL JUEVES. Vou-me centrar nos factos.


Como sempre, foi o altifalante de o La Voz quem proclamou que ia ser José Maria Castelhano a pomba branca da salvação, e com ele ia trazer um grupo de investidores que achegariam um mínimo de entre 300 e 800 milhões de euros de capital.


Sobre este tema tenho falado algo com algum dos membros do Conselho de Administração, dos procedentes de Caixa Nova.

Eis o capital que achegou a entidade José Maria Castellano ZERO.



  1. Quem colocou Castelhano aí, como apareceu?.


Foi aposta do MAFO o angelito do Banco de Espanha, pactuado com os sectores da recentralização e algo com o governo Feijó.

O Angelito decidiu tirar o controlo da nova entidade, aos que nas relações pessoais não suportava. O seu nojo com os gestores galegos era e é de psiquiatra.

Isso foi exceção na maioria dos processos das entidades de poupança bancarizadas, pois na maioria continuaram os mesmos gestores. Quem ia mudar a Rodrigo Rato? 16

No nosso caso, poderia ter-se dado a rebeldia do governo galego, não aceitando a bancarização nessas condições e exercendo uma competência que tinha, mas Feijó jamais incomodará ao “foro” e além disso estava a Junta sempre bem desinformada polo governador do Banco de Espanha, que tem a mesma antipatia por Feijó que por Gayoso... ou qualquer um de nós por sermos galegos. Castellano ainda que crunhês tem boas amarras mediáticas em Madrid, e nunca age como tal galego, de feito em Madrid não acreditam que verdadeiramente o seja.



  1. A Avaliação da Entidade


A Novacaixagalicia perdeu muito mais capital do que se poderia esperar... graças ao Banco de Espanha –empiorou tristemente a sua imagem. Os seus mais de 75.000 milhões de euros em negócio foram bem diminuídos. Na Galiza muitas entidades viram achegar-se novos clientes procedentes do gotejamento da entidade de referência.


A avaliação do Banco de Espanha é de vertigem. Que há detrás dessa avaliação?


O primeiro que há é o controlo centralizado do novo Banco. O novo banco é propriedade do Banco de Espanha, numas condições que fazem muito difícil a sua recuperação (para começar os juros do dinheiro do FROB estão no 12 %).

Galiza perdeu a capacidade de controlo sobre ele, ainda que de momento, por ter a sede social na Galiza, é a recetadora das receitas impositivas que gera. Ainda bem!


O valor patrimonial da entidade era de 1781 milhões de euros. Há que apontar que esse valor patrimonial está calculado duma maneira contabilística absolutamente muito conservadora. Os gestores temiam uma baixa polo Banco de Espanha, mas inicialmente esperavam que esta ultrapassasse 50%, o que em palavras de José Luis Pego, já era uma baixada de meter medo.

Feijó, após a conversa da Conselheira de Fazenda com o Angelito, pensou que poderia garantir uns 15%, o qual para Júlio Gayoso era um roubalheira à entidade de primeira. Mas finalmente a participação da Novacaixagalega no Banco foi estabelecida nos 6,9%, quer dizer, a ridiculice de 181 milhões.


Isso tem uma consequência que cairá sobre a Galiza a partir de 2013: a desaparição da obra social das caixas. 90 milhões de euros ao ano é um património considerável, ainda que 41 unidades diversas da obra social já ficaram com elas o novo Banco... outra regalia.


Essa avaliação tão baixa tem, a meu ver, duas leituras: Uma, a de que tudo finalmente vai ir para o carago, cousa que seria muito má para a Galiza e que eu penso que não se vai dar. E duas, a que penso é a certa, que vai ser possível a sua aquisição – com grande rebaixa – polos tubarões das finanças que estão aguardando pola regalia, até se lhe pôr o objetivo ao alcance do seu CEO Castelhano, como uma verdadeira regalia da qual pode acabar amo e senhor.


Dos gestores da equipa de Castellano polo menos devemos aguardar que façam um trabalho profissional tranquilo e centrado no seu público-alvo. A especulação financeira pode garantir bonus mas é muito má para o futuro da entidade. A sua liquidação ou absorção seria uma grande perda para a Galiza como finalmente se explicará em termos de receitas na segunda parte deste artigo.



  1. O roubo de mais de 200 milhões feito pelos velhos gestores.


Antes de ser banco e de maneira bastante opaca, e sem conhecimento de quem tinha que aprovar isso em todos os seus extremos e com exatidão, colocou-se uma importância por cima de 200 milhões para indenizações para os velhos gestores, e realizaram contratos de alta direção – muitos deles de última hora – para se garantirem as indenizações.


Um membro do conselho procedente de Caixanova explicava-me: Sabes, Alexandre, o pessoal estava muito descontente, tinham a sensação de se terem burlado deles, mentiu-se-lhes repetidamente; o pessoal pensava na caixa como a sua casa, o seu, a sua vida, e estavam dispostos a trabalhar incansavelmente aí pola melhoria e bom funcionamento da instituição, tinham o moral em baixo; o desacougo no pessoal era terrível. O Méndez, que já estava fora, quisera uma indenização – bom, em Caixagalicia desde havia tempo, tinha isso já “legalmente argalhado”e pintara o demo com isso –, e acabaram-lhe dando quase 20 milhões de euros em várias fatias... e olha que fez desfeita. Isso encorajou outros a não serem menos e todos iam tirar algo, e como que uma compensação por se sentirem psicologicamente roubados e enganados, mas fez tudo bastante trapalheiramente e às aloucadas.



Tudo acabou por sair à luz. A origem da luz no La Voz foi o próprio José Maria Castellano. Ninguém sabia nada. Castellano achou-se com um novo trunfo no seu baralho. Adeus o respeito a estes velhos gestores. Graças a isso ele tem muito mais poder e as vozes deles já não pintam nada. Não só isso, grande parte das indenizações acabarão sendo devolvidas via tribunais ou “voluntariamente”, pois não estão bem aprovadas com a transparência que corresponde. Contratos de alta direção foram feitos ad hoc para as indenizações. etc. Quiçá salve algo do roubado só o nefando Méndez, pavão que já arranjara de havia tempo as cores dessas penas. Mas José Maria Castellano sem pôr um euro já é o amo e senhor absoluto da entidade.



  1. O peso das caixas galegas no crédito na Galiza


Sempre foi importante o papel das caixas no crédito na Galiza, e ainda com mais destaque nestes tempos de crise. Neste momento de crise eram as caixas as maiores garantes do pouco crédito que chegava às PME e às famílias. No ano 2010 77,83 % de todo o crédito dado na Galiza fora polas duas entidades galegas, que mal representam um pouco mais de 50 por cento dos depósitos. Os novos bancos maximizadores de benefícios não vão substituir o labor impagável que faziam as caixas galegas.


A desfeita de Zapatero e MAFO deve fazer sonhar no inferno a Milton Friedman com novas tropelias. Aqui fizeram estes o que no Chile exigiu o golpe de Estado Pinochetista para as levar a cabo. Com amigos assim para que se querem inimigos...


Fim da primeira parte


Na segunda tratará-se a absorção do Pastor polo Popular. O papel de Feijó comparado com Fraga. As implicações fiscais no futuro da Galiza e mais alguma cousa, sem esquecer o papel crucial que as entidades bancárias têm na criação do dinheiro.

1 Há que somar a isso a importante banca pública e a Caixa Postal todos eles subsumidos na Argentária e usada esta para tirar o controle do poderoso Banco Bilbao-Vizcaia à burguesia vasca.

2Na cooptação dos representantes dos impositores e na inclussão de representantes de entidades da envolvente, eram os dirigentes das nossas caixas uns “sábios muito espertalhões”. Aí poderia eu contar alguma historieta muito saborosa, mas será para outra vez.

3 Companheiros dele no poder da entidade descrevem-no como um pavão, que adora estender as penas.

4 Essa afirmação é matematicamente e empiricamente indemonstrável, e além disso se nos fiarmos da experiência do mercado e de quem ganha e quem perde no dia a dia... resulta precisamente o contrário. Este tipo de afirmações foram muito bem desmontadas polo prémio Nobel de economia Joseph Stieglitz.

5 Dizia-me um amigo em Madrid: “olha, Alexandre, o Cristobal Montoro do PP ao lado do MAFO, parece até um esquerdista”.

6 A maiorio do público desconhece que o assunto da crise dos ladrilho ainda não foi trasladada aos bancos em Espanha, o que não augura muito bom futuro.

7Essa norma – repetidamente modificada – sempre com apupos para o PSOE, mas com apoio do PP, é para muitos constitucionalistas absolutamente inconstitucional, pois passa-se por cima das competências na matéria das Comunidades Autónomas como Atila e seu cavalo sobre as ervas. Mas o Tribunal Constitucional, como lhe é característico, pronunciará-se quando a cousa não tenha remédio nem reviravolta.

A norma sofreu modificaçoes, regulamentos e interpretaçoes numa mudança constante de sentido que era de pavor. Mas já na inicial figurava claramente como saida mais racional do sistema de caixas – para o Angelito que aldrabou a norma – a sua bancarizaçao, ainda que para alguns incautos isso parecia ficar ad calendas graecas, mas as normas muito mudaram e se flexibilizaram, acelerando tudo. Foi impresionante o debate no Congresso sobre este assunto em Setembro de 2009, onde depois de bater o PP em Zapatero como num farrapo e com virulência estrema, de novo aprovaram a nova Ordenhada do Angelito. A última alteração no FROB é um novo RDL 2/2011.

8 O capitalismo nasceu como sistema industrial ligado a produção, e para o capitalismo em muito tempo foi indiferente a natureza do sistema bancário, fosse este público ou privado etc. É só com a finanzarização do sistema impulsionada por Wall Street e a City, que estes passam a ser a parte dominante e central do sistema e modificam profundamente as relações de produção. O juro sempre um pouco mágico, parece ser absolutamente independente do crescimento do sistema produtivo.

9 Tecnicamente era mais eficiente a Galiza com duas caixas que com uma só, além disso quando as suas culturas internas eram tão diferentes.

10 Como diz um conhecido nacionalista galego, o homem – o Angelito – parece um típico produto para estar num penal psiquiátrico

11 Uma entidade de crédito, é das poucas empresas que pode funcionar em regime de falência, se a dimensão é suficiente, nem muitos graves problemas, sempre que se cumpra uma cousa, que exista CONFIANÇA social nela. A confiança é sempre o primeiro e mais valioso ativo.

12Os quase 600 milhoes a fazer aí, finalmente resultou um impossível

13A deusa fortuna era na mitologia a deusa cega da sorte e do azar (má sorte em termos galego-portugueses, nada a ver com o azar do castelhano). Ela cegava sempre o que abandonava

14Rácio de capital de garantia, e que não está aplicado a nenhuma operação da entidade.

15Lei de Caixas, com o PP

16O Banco de Espanha moveu tudo para que nenhuma entidade tivesse um valor superior a 50 por cento. Tenta-se na bancarizaçao que o capital que as adquira finalemente terá as mãos o mais livre possíveis. Só houve uma exceção contra a vontade do Banco de Espanha, Euskadi, que desenvolveu um projeto de banco partindo de umas muito bem saneadas caixas e em que Bildu, aproveitando o poder de veto institucional, bloqueou qualquer processo de bancarizaçao se o capital público, o das caixas, não era 51 por cento (o Banco de Espanha falava de 25%). Isso, a capacidade de bloqueio institucional de Bildu, levava a um beco sem saída: Então moveram-se o resto dos atores bascos perante o desafio(órdago) de Bildu, sendo o Banco de Espanha obrigado a aceitar 51 per cento. Feijó tambem tinha na Galiza o poder de dizer não, Feijó protestou, mas calou e não agiu. Ele não está para agir em temas sensíveis ao tdtparty.

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Luis castanho

04/11/2011 Quedome con: A desfeita de Zapatero e MAFO deve fazer sonhar no inferno a Milton Friedman com novas tropelias. Aqui fizeram estes o que no Chile exigiu o golpe de Estado Pinochetista para as levar a cabo. Com amigos assim para que se querem inimigos... E como desde o BNG non se explicou isto às pesoas, noutra situación agora estariamos

Helena

03/11/2011 O artigo é muito longo ainda que interessante, felizmente acabei por ler a saltos aqeules partados que no índice me parecerom muito mais interessantes e gostei imenso. As notas som ara nom perder. Obriada ao encontro por disponibilizar cousas assim ..que formam. por fim entendim o que fijo o BNG

Eu

03/11/2011 Agradezo o excelente informe sobre o expolio dos nosos aforros. MAFO FORA ¡

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